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Família Vorcaro é alvo de investigação por construir clube em área tombada no litoral da Bahia.

A construção de um clube à beira-mar em uma área tombada no sul da Bahia colocou a família Vorcaro no centro de uma polêmica envolvendo patrimônio histórico e preservação ambiental. O empreendimento foi erguido em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, dentro de uma região protegida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sem a devida autorização do órgão federal responsável pela fiscalização.

De acordo com as apurações, a obra avançou mesmo estando localizada no Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Porto Seguro, área reconhecida como patrimônio nacional desde a década de 1960. Qualquer intervenção nesse perímetro exige análise prévia e autorização formal do Iphan, o que não teria ocorrido antes do início da construção. Técnicos do instituto constataram a existência de estruturas já em estágio avançado, incluindo áreas de lazer e intervenções diretas na paisagem costeira.

Além da irregularidade administrativa, as vistorias apontaram supressão de vegetação nativa, incluindo áreas de restinga, o que agrava a situação do ponto de vista ambiental. A continuidade da obra, mesmo após notificações iniciais, levou o Iphan a emitir auto de infração e embargo, determinando a paralisação imediata dos trabalhos e exigindo a apresentação de projetos para possível regularização, o que não garante a manutenção da estrutura.

O caso ganhou repercussão nacional por envolver uma família ligada ao setor financeiro e por ocorrer em uma das regiões históricas mais simbólicas do Brasil, onde patrimônio cultural, turismo e meio ambiente coexistem de forma sensível. Especialistas alertam que intervenções irregulares nesse tipo de área podem causar danos irreversíveis à paisagem e ao valor histórico do local.

Até o momento, o processo segue em análise pelos órgãos competentes, que avaliam possíveis sanções administrativas, multas e até a exigência de demolição das estruturas, caso seja confirmada a incompatibilidade da obra com as normas de preservação. O episódio reacende o debate sobre fiscalização, responsabilidade ambiental e o respeito às leis que protegem áreas tombadas no país.

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