Os dados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revelam um cenário preocupante para a educação pública na Bahia, que registra queda e ocupa posições de destaque negativo no ranking nacional. Nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), o estado apresentou um indicador de rendimento de 3,9, caindo em relação à edição anterior (4,0) e sendo o único do país a registrar essa redução no período.

A Bahia também ostenta o pior resultado na avaliação do Ensino Médio entre os estados do Nordeste, ficando com a nota geral de 3,8 e a 26ª posição no ranking nacional, superada por outros estados da região como Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, que apresentaram melhoras significativas.
Especialistas apontam que os impactos da pandemia ainda afetam a aprendizagem e destacam a necessidade de políticas públicas contínuas e colaboração entre diferentes esferas do governo. Felipe Proto, vice-presidente de educação da Fundação Lemann, ressalta que, apesar de uma melhora global no Ensino Médio, os desafios permanecem grandes, exigindo foco na permanência dos estudantes e no enfrentamento das desigualdades.
Para reverter o quadro, Proto enfatiza a importância de uma “colaboração efetiva entre União, estados e municípios”, com foco na continuidade das políticas educacionais para garantir o aprendizado e superar as defasagens acumuladas por muitos alunos.

