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Estudantes e professores cegos de Salvador ganham óculos especial para leitura

Nesta quinta-feira (04), o estudante José Leandro, 14 anos, que é cego, teve uma experiência transformadora ao utilizar um óculos especial chamado OrCam MyEye. Ao ajustá-lo ao rosto, ao levantar a cabeça, uma voz saiu do dispositivo alertando: “Tem um homem na sua frente”. Ao segurar um pedaço de papel diante dos olhos, o dispositivo começou a ler o texto em voz alta. Este dispositivo, que custa R$ 15 mil, será distribuído gratuitamente pela Prefeitura para 31 alunos e 13 professores cegos, além de ser doado ao Instituto de Cegos da Bahia.

O OrCam MyEye é uma tecnologia inovadora que se conecta a uma das pernas dos óculos. Possui uma câmera e uma lanterna que permitem a leitura de objetos e textos, os quais são então verbalizados em tempo real por meio de um mecanismo de voz. A eficácia do dispositivo surpreendeu até mesmo o secretário municipal de Educação, Thiago Dantas, que inicialmente estava cético quanto à sua veracidade.

Inicialmente, a Prefeitura planejava adquirir 100 aparelhos, sendo 44 exclusivos para os estudantes e professores cegos, 46 para serem compartilhados por jovens com baixa visão que estudam na rede municipal e 10 doados ao Instituto de Cegos da Bahia. No entanto, durante a apresentação da tecnologia, o prefeito Bruno Reis anunciou uma mudança de planos, destinando todos os 100 aparelhos para o Instituto.

Além disso, o prefeito também anunciou o lançamento de uma licitação para a contratação de mais 1,2 mil Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI), educadores que trabalham com crianças e professores com deficiência. Ele destacou ainda a instalação de 30 salas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas municipais.

José Leandro Alves Conceição Santos, 14 anos, um dos beneficiados pelo dispositivo, estuda na Escola Municipal Joir Brasileiro em Brota. Ele expressou sua gratidão pela iniciativa, destacando como o dispositivo vai melhorar sua independência e sua capacidade de realizar atividades cotidianas. Já Fernanda da Silva, mãe de um menino cego de 7 anos, emocionou-se com a oportunidade, pois não teria condições de adquirir o aparelho de R$ 15 mil para seu filho, Enzo.

Os estudantes poderão levar os óculos para casa, sendo que o dispositivo será inspecionado a cada seis meses para ajustes ou reparos necessários. Os alunos e professores cegos já estão passando por treinamento para utilizar a tecnologia assistiva. Em meio a tudo isso, uma frase dita por uma das crianças ressoa: “Existem diferentes formas de ver o mundo”.

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