Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

publicidade

Mulheres dormem em banheiro de terminal, após suspensão da travessia de lanchas entre Salvador e Mar Grande

Duas mulheres que embarcariam na quinta-feira (24) no Terminal Náutico de Salvador, para pegar as lanchas com destino à ilha de Itaparica, tiveram que passar a noite no banheiro do terminal, após a travessia Salvador-Mar Grande ser suspensa por causa do mau tempo.

A agente de limpeza Angela Gomes e a doméstica Francisca Silva se preparavam para partir na lancha que sairia às 10h30 de quinta-feira. No entanto, por causa das condições ruins de navegação na Baía de Todos-os-Santos, a Capitania dos Portos recomendou que a travessia fosse suspensa.

As duas são moradoras de Vera Cruz e não tinham onde ficar em Salvador. Sem dinheiro para hospedagem, elas permaneceram no terminal aguardando o retorno da travessia. Como a suspensão durou todo o dia, elas passaram a noite no local.

“Eu cheguei aqui às 8h [de quinta] e comprei o ingresso para fazer a travessia. Quando deu 9h30, eu já estava do outro lado esperando a embarcação. Quando ela chegou, foi suspensa [a travessia] devido ao mau tempo”, disse Angela.

Francisca, inclusive, disse que estava há mais de um dia sem se alimentar e, como não tinha planejado permanecer em Salvador, estava sem tomar a medicação no horário correto.

“Fiquei ontem o dia inteiro sem almoçar e estou até este momento sem tomar minha medicação”, comentou.

Alguns marinheiros cederam colchonetes e agasalhos de cama para que elas pudessem passar a noite, além de auxiliar as duas mulheres com alimentação.

“É uma situação complicada. Quem queria estar na pele delas? Fora de casa, jogadas ao léu. Não poderia nem sair ou não teria como retornar. É complicado, temos que ajudar”, disse Marcos Vitória, marinheiro que mora há 20 anos em um barco atracado no terminal.

“Assistência nós recebemos de moradores, que moram aqui nas lanchas. Alimentação, cobertores, colchonete, para a gente se abrigar no banheiro e poder dormir”, afirmou a agente de limpeza.

A Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) e a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) informaram que as mulheres não solicitaram reembolso.

As duas, no entanto, afirmaram que, caso aceitassem, teriam que deixar o terminal e fazer uma recompra do bilhete. Como não tinham para onde ir em Salvador, elas optaram por ficar no terminal aguardando o retorno da travessia, que ocorreu depois de 24 horas

Fonte: G1

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Mais notícias

publicidade