Por muito tempo, Valença foi sinônimo de abandono. Ruas esburacadas, bairros esquecidos, promessas políticas que viravam poeira na boca do tempo. Mas algo diferente vem acontecendo desde que Marcos Medrado assumiu a prefeitura. Em apenas seis meses, o que parecia impossível começou a sair do papel e se tornar asfalto. Literalmente.

É difícil andar pela cidade e não perceber a tentativa de organizar o trânsito, que hora funciona e hora atrapalha, mas merece reconhecimento por apenas ‘tentar melhorar’. É melhor errar tentando acertar do que não fazer nada.
O asfalto, São João, São Pedro, espaço das frutas e a revitalização do calçadão engoliram a oposição antes que ela conseguisse articular qualquer narrativa de ineficiência. É difícil aceitar, mas tenho que reconhecer que existe algo novo.
Mas nem só de asfalto vive uma cidade.
Enquanto os tratores trabalham, surgem denúncias graves que não podem ser ignoradas: falta merenda em algumas escolas, há alunos sem professores em sala de aula e bairros onde o mato cresce livre, tomando calçadas, sufocando praças e escancarando uma verdade: ainda há muito por fazer. A gestão, embora tenha avançado em frentes importantes, precisa lembrar que cuidar da cidade não é apenas pavimentar ruas, mas também garantir dignidade nas salas de aula, limpeza nos bairros e comida nos pratos das crianças.
Valença vive um momento de virada, isso é inegável. A mudança, por mais que ainda incompleta, está à vista de todos. Seria desonesto dizer que nada mudou. Mas também seria irresponsável fingir que está tudo resolvido.
Marcos Medrado tem mostrado disposição e velocidade para transformar o que era promessa em realidade. Agora, precisa equilibrar essa força com sensibilidade. O asfalto é importante, mas educação e zeladoria urbana também são urgentes. A cidade quer mais – e merece mais.
Aos críticos, cabe reconhecer que há méritos. Aos apoiadores, o dever de cobrar pelas falhas. E à gestão, o compromisso de continuar mudando, com os pés no chão firme que ela própria está construindo. Porque Valença acordou. E quem dorme no ponto… perde o bonde da história.
FOTO: ELTON ANDRADE



