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Brasil registra 4 milhões de afastamentos em 2025; saúde mental já é o 2º maior motivo.

Em 2025, o Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por motivos de saúde, o maior número dos últimos cinco anos, segundo dados da Previdência Social. O dado chama atenção não apenas pelo volume recorde, mas principalmente pelo avanço expressivo dos afastamentos relacionados à saúde mental, que se consolidaram como o segundo maior motivo de licenças no país, ficando atrás apenas das doenças físicas, especialmente problemas na coluna.

Os números revelam uma mudança importante no perfil dos afastamentos. Se por um lado dores nas costas, hérnia de disco e outras lesões musculoesqueléticas continuam liderando as concessões de benefícios por incapacidade temporária, por outro, transtornos como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e esgotamento emocional registraram crescimento significativo ao longo do ano. Em 2025, os afastamentos por questões de saúde mental ultrapassaram a marca de meio milhão de casos, estabelecendo um novo recorde histórico.

Especialistas apontam que o aumento está diretamente ligado a fatores como sobrecarga de trabalho, pressão por produtividade, instabilidade econômica e dificuldades no equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além dos efeitos prolongados do estresse acumulado nos últimos anos. O cenário evidencia que os problemas emocionais deixaram de ser pontuais e passaram a ocupar um espaço central nas estatísticas de saúde do trabalhador.

O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais acende um alerta para empresas e autoridades públicas sobre a necessidade de investimentos em políticas de prevenção, cuidado psicológico e ambientes de trabalho mais saudáveis. Para especialistas, enfrentar a crise de saúde mental no mercado de trabalho é fundamental não apenas para reduzir afastamentos, mas também para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e a produtividade no país.

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