O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (31) a suspensão cautelar da campanha de Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República. A decisão impede temporariamente a propaganda eleitoral digital, a participação do candidato em debates e o recebimento de recursos do Fundo Eleitoral.

A medida foi tomada após a identificação de possíveis irregularidades na comunicação de perfis utilizados pela campanha nas redes sociais. Segundo a decisão, Renan apresentou o pedido de registro em 7 de agosto e informou posteriormente outros 16 perfis, em 19 de agosto. Um deles teria cerca de 2,4 milhões de seguidores e já era utilizado para divulgação de conteúdo eleitoral, o que, segundo Toffoli, poderia ter proporcionado vantagem indevida por meio dos sistemas de recomendação das plataformas.
A suspensão é uma medida cautelar e não representa, por si só, a cassação definitiva da candidatura ou uma declaração de inelegibilidade. O julgamento do registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. Renan Santos nega irregularidades, afirma que os perfis foram informados ao TSE e que parte dos problemas teria ocorrido por questões no sistema da Corte. A defesa pretende recorrer da decisão.


