Mais de 6 mil crianças foram registradas sem o nome do pai na Bahia nos seis primeiros meses de 2026, segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). O cenário evidencia as dificuldades enfrentadas por muitas famílias para formalizar vínculos de filiação e garantir o reconhecimento paterno nos documentos civis.

Para facilitar esse processo, a Defensoria Pública da Bahia promove a campanha “Meu Pai Tem Nome”, que oferece gratuitamente exames de DNA, reconhecimento voluntário de paternidade biológica e socioafetiva, além de orientação jurídica. Entre janeiro e julho, a instituição realizou 1.089 coletas para testes genéticos em municípios baianos. A iniciativa também prevê atendimentos no interior do estado e busca assegurar direitos relacionados à filiação para crianças, adolescentes e adultos.
