A prefeitura de Ituberá, na Costa do Dendê, confirmou a cobrança da Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá (TUPI) para o público pagante do festival Universo Paralello 2026. O valor, de R$ 200 por pessoa, será destinado a melhorias ambientais, culturais e estruturais do município. Esta é a primeira vez, desde 2003, que os participantes do evento, que atrai mais de 30 mil pessoas para a Praia de Pratigi, terão que pagar a taxa. A TUPI foi instituída pela Lei Municipal nº 1.898/2025 e se aplica a turistas e não residentes de Ituberá, com isenções para moradores locais, servidores municipais, crianças, idosos, pessoas com deficiência e trabalhadores cadastrados.

Apesar da justificativa de investimentos em infraestrutura, a cobrança da TUPI gerou preocupação entre os organizadores do Universo Paralello, que veem a medida como um fator que pode inviabilizar a permanência do festival em Pratigi. A decisão de Ituberá segue exemplos de outras cidades baianas, como Cairu e Porto Seguro, que também implementaram taxas para turistas. A situação levanta um debate sobre o equilíbrio entre a arrecadação municipal para preservação e o impacto financeiro sobre grandes eventos, que são importantes geradores de turismo e economia local.


