publicidade

Crianças internadas em hospital na BA são abanadas com tampa de quentinha por falta de ventilação

Situação foi registrada no Hospital das Clínicas, em Salvador. Unidade de saúde informou que sistema de refrigeração da unidade pediátrica está em manutenção.

Um vídeo mostra crianças internadas no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES), também conhecido como Hospital das Clínicas, no bairro do Canela, em Salvador, sendo abanadas com tampa de quentinha após um problema em ventilação.

Em entrevista ao g1, nesta segunda-feira (25), a mãe de uma bebê de um ano, que está internada na unidade, denunciou a ausência de ventilação no local.

“O ar-condicionado quebrou há cerca de um mês, não tem ventilador e também não podemos trazer de casa, sem falar que as janelas estão todas lacradas”, relatou Joyce Freitas, de 24 anos.

A filha dela está internada por causa de mastoidite aguda bilateral, uma inflamação do osso que fica localizado atrás da orelha e é mais comum em crianças.

Para amenizar o calor, a recepcionista diz que a solução é abanar as crianças com tampa de quentinha, que é usada para armazenar comida.

“As crianças tomam de quatro a cinco banhos ao longo do dia. Um hospital bom, renomado, e se encontra nesse estado caótico”, desabafou.

Por meio de nota, o Hospital Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia e vinculado à Rede Ebserh (Hupes/UFBA-Ebserh), informou que o sistema de refrigeração da Unidade Pediátrica está em fase de manutenção e que está empenhado em concluir a demanda com maior brevidade. No entanto, não detalhou o prazo para finalizar os ajustes.

Ainda na nota, o Hupes disse que o uso de ventiladores em ambiente hospitalar é proibido conforme norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Enquanto a situação não é resolvida, os pais e responsáveis seguem em busca de alternativas para amenizar o calor dos pacientes, entre elas deixar as crianças sem roupa, conforme explica Joyce.

“Está um calor insuportável. Os bebês não dorme bem, sem contar com o alto risco da proliferação de bactérias. Está desesperador ficar aqui dentro”, relata.

Fonte: G1 notícias

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Mais notícias

publicidade